
Autor(a): Arthur
O alface possui raízes finas, ciclo curto e, por isso, alta sensibilidade a patógenos de solo. Além disso, ambientes mal estruturados e com pouca microbiologia favorecem doenças como tombamento, podridão de raízes e murchas fisiológicas. Por isso, o controle biológico se tornou uma das ferramentas mais importantes para manter a sanidade e garantir padrão comercial.
Microrganismos benéficos atuam na rizosfera e, desse modo, ocupam nichos, competem com patógenos e fortalecem o sistema radicular — o que, por consequência, resulta em plantas mais vigorosas e produtivas.
Como o controle biológico atua no solo do alface
1. Ocupação e competição por espaço
Microrganismos benéficos colonizam rapidamente a raiz e impedem que fungos e bactérias patogênicas se instalem.
2. Produção de metabólitos protetores
Algumas espécies produzem enzimas e compostos naturais e, assim, inibem patógenos como Rhizoctonia, Pythium e Fusarium.
3. Estímulo ao enraizamento
A biologia ativa aumenta a emissão de raízes finas e, assim, melhora a absorção, além de reduzir o estresse hídrico — que, por sua vez, é um grande causador de doenças.
4. Melhoria estrutural do solo
A atividade microbiana aumenta a porosidade e a infiltração e, assim, reduz ambientes anaeróbios que favorecem podridões.
Principais doenças do alface reduzidas pelo controle biológico
– tombamento de mudas,
– podridão de raízes,
– murcha fisiológica,
– declínio radicular,
– estresse pós-transplante.
O impacto é especialmente forte em cultivos intensivos, estufas e solos cansados.
Como aplicar o controle biológico no alface
1. Tratamento de mudas (fase mais importante)
Reduz tombamento, acelera enraizamento e melhora pegamento.
2. Aplicação no solo antes do transplante
Reativa a biologia, reduz patógenos e melhora estrutura.
3. Via irrigação
Distribui microrganismos uniformemente na rizosfera, aumentando colonização.
4. Aplicações de manutenção
Mantêm a biologia dominante em períodos de estresse climático.
Cuidados para não perder eficiência
– Evitar misturas com defensivos incompatíveis.
– Não aplicar sob sol forte.
– Evitar água clorada em fertirrigação.
– Manter solo úmido, porém bem drenado.
– Garantir matéria orgânica mínima no solo.
A biologia só funciona quando o ambiente permite sua sobrevivência e multiplicação.
Conclusão
O controle biológico no alface melhora a sanidade e, assim, fortalece o sistema radicular, além de aumentar a uniformidade — fatores essenciais para a produtividade e a qualidade comercial. Além disso, quando integrado a um manejo regenerativo, ele reduz perdas e, consequentemente, torna a produção mais estável e sustentável.
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