A importância da matéria orgânica em janeiro: por que monitorar

Autor(a): Arthur

A matéria orgânica é o motor da fertilidade em solos tropicais. Em janeiro, calor e umidade elevam a atividade microbiana e, consequentemente, aceleram transformações químicas e físicas. Por isso, o início do ano revela com clareza se o sistema está acumulando carbono ou se está sendo degradado. Além disso, esse diagnóstico orienta rapidamente ajustes antes que perdas virem queda de produtividade.

O que a matéria orgânica faz no solo

Quando o teor é adequado, o solo retém água por mais tempo, fortalece agregados e preserva a porosidade. Assim, a infiltração melhora e a compactação tende a cair. Ao mesmo tempo, a microbiologia ganha estímulo, porque a rizosfera recebe mais alimento e energia. Desse modo, o solo libera nutrientes com mais estabilidade, com menor risco de picos e “vazamentos” após chuvas intensas.

Verão: oportunidade e risco

Com temperaturas altas, a decomposição acelera e o solo disponibiliza nutrientes. No entanto, quando o solo fica exposto, com pouca cobertura e baixa diversidade de resíduos, a mineralização passa do ponto ideal. Nessa condição, o sistema perde carbono como CO₂ e diminui o estoque de longo prazo. Portanto, cobertura, rotação e maior aporte de biomassa equilibram ganho e perda.

Por que monitorar agora

Em janeiro, observe cor e odor do solo, presença de agregados estáveis, velocidade de infiltração e sinais de selamento superficial. Além disso, compare talhões e registre histórico de palhada, tráfego e plantas de cobertura. Com esses dados, correções, adição de matéria orgânica e ajustes no manejo podem ser priorizados.

Conclusão

A matéria orgânica sustenta a saúde do solo e a resiliência da lavoura. Monitorá-la no começo do ano permite decisões eficientes e sustentáveis. Compartilhe com quem quer evoluir no manejo regenerativo.

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