
Autor(a): Arthur
A eficiência dos bioinsumos depende de ambiente, técnica e, sobretudo, sincronização com a planta. Como microrganismos são seres vivos, por isso a forma de aplicação determina se eles irão colonizar a rizosfera ou, caso contrário, morrer antes de atuar. Assim, a seguir, um resumo direto dos princípios essenciais para garantir o máximo desempenho.
1. Bioinsumo precisa de ambiente adequado
Microrganismos não funcionam como moléculas químicas. Por isso, para sobreviver, precisam de:
– umidade moderada,
– oxigênio no solo,
– matéria orgânica mínima,
– ausência de salinidade excessiva.
Assim, se o solo estiver seco, compactado ou encharcado, a colonização é reduzida.
2. Aplicação correta no solo
A maior eficiência ocorre quando:
– o solo está úmido, mas não encharcado;
– a aplicação é feita no final da tarde ou em dia nublado (evita radiação UV);
– não há mistura com produtos incompatíveis;
– a aplicação é direcionada à zona radicular.
Microrganismo só se estabelece onde existe raiz ativa.
3. Tratamento de semente ou muda
O bioinsumo deve ser:
– aplicado próximo ao plantio,
– protegido de calor e secagem forçada,
– usado apenas com produtos compatíveis.
Assim, essa fase garante colonização precoce e, consequentemente, melhora o vigor inicial.
4. Aplicação via fertirrigação
Altamente eficiente quando:
– a água não contém cloro;
– a salinidade é baixa;
– o pH está próximo da neutralidade;
– o bioinsumo entra no início do turno de irrigação.
Assim, os microrganismos chegam ao solo com umidade ideal e, consequentemente, se estabelecem com mais eficiência.
5. Aplicação foliar (uso complementar)
Funciona para:
– estimular defesas,
– competir com patógenos superficiais.
Mas não substitui aplicações no solo, onde ocorre a verdadeira colonização.
6. Erros que reduzem a eficiência
– solo seco ou encharcado;
– misturas com produtos agressivos;
– aplicação sob sol forte;
– alta salinidade;
– falta de matéria orgânica;
– compactação.
Esses fatores matam microrganismos antes que eles atuem.
7. Como garantir que a biologia permaneça ativa
– manter raízes vivas,
– preservar matéria orgânica,
– evitar revolvimento excessivo,
– ajustar irrigação,
– fazer reforços periódicos.
Assim, manter a biologia ativa é tão importante quanto aplicá-la.
Conclusão
A eficiência dos bioinsumos depende menos da dose e, portanto, mais do ambiente. Por isso, quando aplicados no momento certo, no local correto e com condições favoráveis, microrganismos colonizam a rizosfera, assim melhoram a estrutura, fortalecem as raízes e, consequentemente, tornam o sistema mais resiliente e produtivo.
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