As perdas pós-colheita representam um dos maiores desafios para a produção agrícola, impactando diretamente na rentabilidade dos produtores e na segurança alimentar. Nesse contexto, os bioinsumos na redução de perdas pós-colheita têm se mostrado uma alternativa eficaz, visto que prolongam a vida útil dos produtos, melhoram sua qualidade e reduzem a dependência de químicos sintéticos.
- Microrganismos deteriorantes: Fungos e bactérias patogênicas aceleram a decomposição dos alimentos.
- Perda de umidade: A desidratação leva à redução do peso e à murcha dos vegetais.
- Oxidação e degradação nutricional: O contato com oxigênio pode alterar cor, sabor e valor nutricional.
- Fermentação indesejada: Em ambientes inadequados, microrganismos podem causar fermentações que comprometem a qualidade do produto.
Como os Bioinsumos Ajudam na Redução das Perdas Pós-Colheita
1. Controle Biológico de Patógenos Pós-Colheita
O uso de microrganismos benéficos ajuda a combater fungos e bactérias deteriorantes de forma natural. Por exemplo, bactérias do gênero Bacillus produzem metabólitos que inibem o crescimento de fungos causadores de podridão.
Além disso, leveduras biocontroladoras, como Saccharomyces cerevisiae, competem com patógenos e reduzem sua proliferação. Da mesma forma, fungos antagonistas como Trichoderma spp. atuam no controle de doenças pós-colheita em frutas e hortaliças, o que contribui significativamente para a conservação.
2. Biofilmes Protetores e Atmosfera Modificada
Alguns bioinsumos criam barreiras naturais contra a perda de umidade e a contaminação. Nesse sentido, revestimentos à base de quitina e quitosana possuem ação antifúngica e, consequentemente, prolongam a vida útil dos produtos.
Ademais, filmes naturais à base de extratos vegetais ajudam a reduzir a oxidação e a desidratação, o que, por sua vez, contribui para uma conservação mais eficaz e menos dependente de refrigeração intensiva.
3. Indução de Resistência e Qualidade Pós-Colheita
A aplicação de bioinsumos pode fortalecer a estrutura celular dos vegetais, tornando-os mais resistentes. Como resultado, biofertilizantes e microrganismos promotores de crescimento (PGPR) melhoram a qualidade da casca e da polpa, o que favorece sua durabilidade.
Ainda, o uso de aminoácidos e extratos vegetais reduz danos oxidativos e, com isso, mantém o frescor dos produtos por mais tempo, sem comprometer suas características sensoriais.
4. Redução de Resíduos Químicos e Melhoria da Segurança Alimentar
Os bioinsumos substituem fungicidas sintéticos, tornando os alimentos mais saudáveis e, ao mesmo tempo, valorizados no mercado. Além do mais, soluções biológicas não deixam resíduos tóxicos, o que, por consequência, aumenta o valor agregado do produto final.
Por essa razão, há maior aceitação em mercados exigentes, como o de orgânicos e exportação, principalmente quando se busca atender normas internacionais de segurança alimentar.
Benefícios da Utilização de Bioinsumos na Pós-Colheita
- Maior tempo de conservação, sem que haja necessidade de refrigeração intensiva.
- Redução do descarte de alimentos, o que aumenta a rentabilidade do produtor.
- Diminuição do uso de agroquímicos, consequentemente reduzindo impactos ambientais.
- Melhoria na qualidade sensorial, com mais frescor, sabor e, sobretudo, nutrientes preservados.
Conclusão
O uso de bioinsumos na pós-colheita é uma solução sustentável para reduzir perdas, melhorar a qualidade dos alimentos e, acima de tudo, agregar valor à produção agrícola. Com isso, a adoção de microrganismos benéficos, biofilmes naturais bem como indutores de resistência garante maior durabilidade dos produtos, fortalecendo, assim, a sustentabilidade e, igualmente, a competitividade dos produtores no mercado.
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